
Receber a notícia de que um familiar foi preso é um momento difícil. A preocupação é natural, mas algumas atitudes simples, tomadas com calma, ajudam o advogado a compreender a situação e a orientar sobre as medidas possíveis.
1. Descubra onde a pessoa está
Normalmente, após a prisão em flagrante, a pessoa é levada a uma delegacia, onde é lavrado o auto de prisão em flagrante. Saber em qual delegacia ela se encontra — e o motivo informado para a prisão — é a primeira informação importante.
2. Conheça os direitos da pessoa presa
A Constituição Federal garante à pessoa presa, entre outros, os seguintes direitos:
- ser informada de seus direitos, incluindo o de permanecer em silêncio;
- ter a assistência da família e de um advogado;
- ter a prisão comunicada ao juiz e à família ou à pessoa por ela indicada;
- ser identificada sobre quem foram os responsáveis pela sua prisão.
3. Reúna documentos
Documentos de identificação, comprovante de residência, comprovante de trabalho ou estudo e informações sobre filhos ou dependentes podem ser úteis para demonstrar vínculos e serem apresentados, quando pertinentes, na audiência de custódia.
4. Evite exposição e conversas sobre o caso
Comentários em redes sociais, mensagens ou conversas sobre os fatos podem ser mal interpretados. O ideal é concentrar as informações com o advogado responsável.
5. Procure orientação jurídica o quanto antes
Quanto mais cedo a defesa tiver acesso às informações, mais cedo poderá analisar a legalidade da prisão e preparar a atuação na audiência de custódia. O prazo para eventual liberdade não pode ser definido sem a análise dos documentos e da situação concreta.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo. Cada situação deve ser analisada individualmente, e não há promessa ou garantia de resultados.
As informações deste artigo possuem caráter exclusivamente informativo. Cada situação jurídica deve ser analisada individualmente. Não há promessa ou garantia de resultados.